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16/09/2007

Na surdina, o senador Romeu Tuma colheu mais de trinta assinaturas em um requerimento de criação da CPI da Petrobras. Tuma disse aos parlamentares que quer investigar as freqüentes denúncias que envolvem a estatal. No requerimento, listou suspeitas de fraudes em licitações, como a realizada para a construção da plataforma P-52. Nessa operação, aparece o nome do lobista Fernando Moura, amigo de José Dirceu. Tuma apresenta o requerimento à mesa do Senado nesta semana.

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16/09/2007

Protegidos por uma sessão secreta, com o apoio
do governo e o aval do PT, senadores condenam
a ética e absolvem Calheiros

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16/09/2007

É o que aponta um relatório da Polícia Federal
em que José Dirceu é tratado como lobista
em um esquema de tráfico de influência

A Operação Perestroika, a mais recente investigação da Polícia Federal, trouxe à tona o submundo do futebol. Com base em escutas telefônicas, a PF descobriu que, desde 2004, os dirigentes do Corinthians paulista, um dos clubes de futebol mais populares do Brasil, faziam de tudo para esconder a origem do dinheiro que abastecia os cofres do clube. Oficialmente, os recursos eram da empresa MSI, uma off-shore com sede em Londres e sócios ocultos. Mas, nas conversas gravadas, fica claro que o verdadeiro dono da bola é o magnata russo Boris Berezovsky, enroladíssimo em seu país natal. As escutas levaram o Ministério Público Federal de São Paulo a denunciar, em julho, oito pessoas por crimes que vão de lavagem de dinheiro a formação de quadrilha. Os dirigentes corintianos são acusados de realizar pagamentos a jogadores em contas não declaradas no exterior. Mas a coisa não parou por aí. VEJA teve acesso a um segundo relatório produzido pela Polícia Federal em 12 de julho deste ano, dois dias após a denúncia oferecida pelo Ministério Público (veja quadro). Nele, são descritas as atividades de uma turma da pesada que, conectada à quadrilha que maculava a história do Corinthians, praticava "tráfico de influência, advocacia administrativa e favorecimento pessoal". O chefe dessa turma é ninguém menos que José Dirceu, o comandante do bando do mensalão.

O relatório em questão é uma decorrência das investigações sobre o Corinthians. Lista uma série de outros crimes descobertos ao longo dessa investigação e sugere que eles também sejam devidamente apurados. Dirceu entrou na mira da PF porque esteve no centro de uma operação de lobby que chegou ao gabinete da Presidência da República. Em parceria com amigos petistas, ele tentou fazer com que Berezovsky conseguisse se instalar no Brasil, na condição de asilado político. Berezovsky, que vive na Inglaterra, não pode pisar na Rússia, onde é acusado de fraudes financeiras e até assassinato. O magnata, cuja fortuna é estimada em 10 bilhões de dólares, diz que é tudo mentira. Alega ser perseguido pelo presidente Vladimir Putin. Fosse um gatuno brasileiro, Berezovsky poderia culpar também a "mídia golpista" russa.

De acordo com agentes que participaram da investigação, o trabalho do ex-ministro-chefe da Casa Civil para a máfia que tomou de assalto o Corinthians começou depois de um incidente ocorrido em maio de 2006. Nessa ocasião, Berezovsky foi detido pela PF durante uma viagem a São Paulo e teve de prestar um depoimento de oito horas sobre a parceria MSI/Corinthians. Em seguida, as remessas da MSI começaram a rarear. Isso alarmou os dirigentes do clube, que então contataram Dirceu e seus petistas para uma dupla missão: fazer gestões no governo federal para evitar outros contratempos em visitas futuras do russo ao Brasil e, ainda, conseguir a condição de asilado político para Berezovsky, o que eliminaria de uma vez por todas os problemas do magnata com a Justiça brasileira. A essa altura, as fraudes no Corinthians já eram alvo de investigação, no âmbito do Ministério Público de São Paulo. Os promotores José Reinaldo Carneiro e Roberto Porto foram os primeiros a suspeitar que Berezovsky era o verdadeiro dono dos 32 milhões de dólares investidos pela MSI no clube. Foi a partir de uma apuração iniciada pelos promotores que a polícia conseguiu finalmente desbaratar a máfia instalada no Corinthians. Além disso, Carneiro e Porto descobriram que, em 2004 e 2005, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) havia produzido relatórios listando crimes financeiros praticados por Berezovsky na Rússia. Ainda assim, Dirceu operou no Palácio do Planalto para que se fizesse vista grossa ao prontuário do bilionário.

A nova turma da pesada de Dirceu tem, entre seus integrantes, o jornalista Breno Altman, amigão do ex-ministro e colaborador da Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores. Coube a Breno manter contatos com uma peça-chave no esquema: Renato Duprat. Ex-dono de uma empresa de planos de saúde, Duprat era o elo entre a MSI e os corintianos. Foi ele quem apresentou o iraniano Kia Joorabchian, representante da MSI no Brasil (e apontado como laranja de Berezovsky), ao presidente do Corinthians, Alberto Dualib. No relatório da PF, há a informação de que Breno manteve contatos com Gilberto Carvalho, chefe do gabinete pessoal da Presidência, para tratar do asilo ao russo. Outro alto funcionário do governo contatado foi José Antonio Dias Toffoli, chefe da Advocacia-Geral da União.

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10/04/2007

As tarifas de luz das distribuidoras Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL); Cemig Distribuição S/A; Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul); e Centrais Elétricas Matogrossenses S/A (Cemat) estão mais caras a partir deste domingo.


Para os consumidores atendidos pela Cemig, o aumento na tarifa de energia será de 6,5% para os consumidores de baixa tensão (residências) e de 2,89% para as indústrias. A empresa atende 6,259 milhões de unidades consumidoras em 775 municípios mineiros.


Conforme a Aneel, as empresas energéticas encaminharam pedidos de reajuste com índices maiores do que os autorizados. A Enersul solicitou 21,72% de reajuste e a Cemig pediu 20,88%. As empresa CPFL e Cemat pediram 7,74% e 15,30%, respectivamente.

Em nota, a agência informa que considera a variação de custos que as empresas tiveram no decorrer do período de referência para os índices de reajuste.

"A fórmula de cálculo inclui custos gerenciáveis, sobre os quais incide o Índice Geral de Preços do Mercado e custos não gerenciáveis, como energia comprada de geradoras, taxa de fiscalização, encargos de transmissão e encargos de geração, entre eles a Conta de Consumo Combustível (CCC), Reserva Global de Reversão (RGR), entre outros", diz a nota.

FONTE:AGÊNCIA BRASIL

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8/04/2007

A edição (abril/2007), da revista CLAUDIA traz a matéria Saber descansar é vital. Você confere como relaxar em uma noite de sono ou ter mais pique durante o dia com algumas receitas de sucos retiradas do livro de Conceição Trucom, Alimentação Desintoxicante (Editora Alaúde)

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